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Governo do Amapá promove aula inaugural do curso para agentes da Segurança Pública atuarem em missões de alto risco

Terceira edição do Curso de Operações Policiais (III COP), coordenado pela Polícia Civil, visa preparar os 34 participantes para operações em cenários de risco extremo.

Por Marcelle Corrêa
27/02/2025 08h00
Curso conta com 34 agentes da Segurança Pública do Amapá e outros estados

Com base no fortalecimento tático e operacional das forças de Segurança Pública do Amapá, o Governo do Estado promoveu nesta quarta-feira, 26, a aula inaugural para 34 alunos da terceira edição do Curso de Operações Policiais (III COP), coordenado pela Polícia Civil. Os classificados foram aptos, após o Teste de Aptidão Física (TAF) e demais fases. 

O certame, sistematizado pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (Core-PC), conta com carga horária de 360 horas/aulas em regime de tempo integral, e objetiva qualificar policiais nos aspectos físicos, táticos, psicológicos e intelectuais para atuarem com habilidade e expertise em missões de alto risco, empregando táticas e técnicas adotadas internacionalmente pelas diversas unidades de operações especiais do mundo, preparando os participantes para operações em cenários de risco extremo.

José Neto, secretário de Segurança Pública do Amapá

"Estão sendo capacitados aqui a elite da tropa. Esse é o terceiro curso de operações da Polícia Civil, e, além desse curso também já promovemos outros cursos de capacitação, para aumentarmos a capacidade operacional da nossa Polícia Civil, que não tem somente a função de promover investigações, mas também, a parte operacional, principalmente no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão", esclareceu o secretário de Estado da Segurança Pública, José Neto.

Entre as metas do treinamento destacam-se, o desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão sob pressão; preparação para o combate às facções criminosas; aprimoramento no uso de tecnologias em operações policiais; desenvolvimento de habilidades de negociação em situações de crise e treinamento para situações de crise e desastres naturais.

Cezar Vieira, delegado geral de Polícia Civil do Amapá

"Esta é uma capacitação muito importante para a Segurança Pública do Amapá. Contamos com participantes de outros estados e outras unidades da federação e também de outras forças de segurança pública aqui do Estado, promovendo uma integração que é o foco da decisão política do governador Clécio Luís. Neste curso teremos servidores aptos ao combate dos grupos criminosos, usando técnicas e táticas intelectuais e físicas atuando em áreas de risco e em situações de complexidade", explicou o delegado geral da PC do Amapá, Cezar Vieira.

Foco na missão 

O edital, assinado em dezembro do ano passado, destinou vagas para delegados, agentes e oficiais da Polícia Civil, além de policiais que exercem funções na Segurança Pública do Amapá, nas esferas estadual e federal. 

Nesta edição, o III COP conta com a participação de 34 alunos, sendo 27 profissionais da Polícia Civil do Amapá, quatro agentes públicos do estado do Pará, dois do Acre e um policial penal do Instituto de Administração Penitenciária do Estado (Iapen).

Curso qualifica policiais nos aspectos físicos, táticos, psicológicos e intelectuais para atuarem em missões de alto risco

De acordo com o delegado Abraão Trani, coordenador da Core/PC e do curso, os alunos serão submetidos a um regime integral de ensino, enfrentando desafios que testarão seus limites e fortalecerão suas habilidades operacionais. 

Além disso, o curso se destaca pela troca de experiências entre forças de segurança de diferentes regiões do país, contando com a participação de instrutores vinculados à Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Penal do Amapá e instrutores dos estados de Goiás, Mato Grosso e Pará, enriquecendo o aprendizado e fortalecendo a integração entre as instituições com um treinamento multidisciplinar e de excelência.

Delegado Abraão Trani, coordenador da Core/PC e do III COP

"A nossa atuação como polícia judiciária, a nossa parte operacional é muito específica. Trabalhamos muito com a questão do adentramento em ambientes confinados, muito a parte do Atendimento Pré-Hospitalar Tático, a questão de cumprimento de mandados. Então, são instruções voltadas especificamente para a atuação operacional da Polícia Civil", completou Trani.

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