Estudantes de intercâmbio da Guiana Francesa com o Amapá realizam visita técnica no bairro Elesbão, em Santana
Visita teve como objetivo vivenciar o processo de construção naval artesanal e as estruturas habitacionais de madeira.

Estudantes da Escola Liceu Polivalente Balata, da cidade de Matoury, na Guiana Francesa, participaram de uma visita técnica no bairro Elesbão, em Santana, na quinta-feira, 3. Os estudantes estão sendo capacitados no Centro de Educação Profissional Maria Salomé Gomes Sares, como parte do primeiro intercâmbio internacional da rede pública de ensino, promovido pelo Governo do Amapá e a Instituição Guianense e integra uma série de experiências que os alunos terão ao longo de três semanas no estado.
A visita teve como foco o aprendizado sobre edificações e construção naval, aproximando os alunos da realidade arquitetônica local. Durante a imersão, eles puderam conhecer as técnicas utilizadas na construção de embarcações artesanais e nas edificações predominantes na região, que são feitas principalmente de madeira.
O professor e coordenador do curso de Edificações, João José, destacou a importância da experiência para os estudantes estrangeiros sobre a Carpintaria naval, onde observaram o processo de construção dos barcos.

“Eles têm um curso voltado para madeira e móveis na Guiana Francesa. Aqui, estão vivenciando a construção naval artesanal e também conhecendo as estruturas habitacionais de madeira. Isso agrega conhecimento técnico e amplia a compreensão sobre os diferentes usos desse material na construção”, explicou o coordenador.
Além da visita à carpintaria naval, os estudantes participaram de oficinas sobre mecânica de solos, fundações e cobertura de construções. O aprendizado incluiu ainda o reconhecimento e interpretação de projetos arquitetônicos, elétricos e hidráulicos, além do estudo sobre a estruturação de telhados, no fim das atividades os acadêmicos foram recebidos com muitas músicas em ritmos tucujus e franceses.

A estudante Guianense Ednaick Gaspard, de 17 anos, destacou a importância da troca de conhecimentos entre os alunos guianenses e amapaenses, bem como as práticas pedagógicas aplicadas em cada curso que culturalmente é diferente.

“Essa experiência foi diferente da minha formação. Eu via o uso de ferro na construção, mas não entendia como ele era empregado na fundação das estruturas. Agora, esse conhecimento se torna um diferencial para mim”, afirmou a estudante Ednaick.
O intercâmbio faz parte dos termos de cooperação assinados entre as instituições em 2023 e 2024 e é financiado pelo programa europeu Erasmus+. No mês de maio, 10 estudantes e dois professores do Amapá farão o caminho inverso, viajando à Guiana Francesa para dar continuidade ao processo de aprendizado conjunto.

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