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Governo estuda transformação da Seafro em Fundação

A criação da Fundação dará autonomia administrativa e financeira à pasta. A mudança já está sendo discutida e analisada junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Por Gabriel Penha
14/09/2020 10h14

Prédio da Seafro, no bairro do Laguinho, em Macapá, em breve também entrará em reformaPrédio da Seafro, no bairro do Laguinho, em Macapá, em breve também entrará em reforma

O Governo do Amapá vai dar mais um passo no fortalecimento das ações afirmativas e políticas de igualdade racial. Para isto, o Estado pretende transformar a atual Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) em uma Fundação. A mudança já está sendo discutida e analisada junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Com a transformação, a pasta passará a ter autonomia administrativa e financeira. Atualmente, todos os recursos para a Seafro estão vinculados à Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (Sims).

O secretário da Seafro, Aluizo de Carvalho, diz que a nova estrutura atende um anseio dos movimentos sociais.

“Desde sua criação, em 2004, a Seafro vem cumprindo seu papel institucional de garantir o recorte racial nas ações de governo, bem como executar projetos e ações para a promoção da igualdade racial. Mas, agora, chega o momento de encerrar um ciclo e iniciar outro, com independência e poder de decisão e execução mais rápidos. Isso dará uma nova dinâmica e mais eficácia ao que já fazemos hoje”, enfatizou o secretário Aluizo de Carvalho.

O governador Waldez Góes reconhece a importância dos movimentos sociais, dos quais as reivindicações resultaram na criação da Seafro em 2004. O chefe do Executivo ressalta que a Fundação será um fortalecimento institucional para a igualdade racial no Amapá.

“A intenção é de fortalecer institucionalmente o trabalho da Seafro, numa concepção que dará mais condições, inclusive de captar recursos em nível nacional”, assinala o governador.

Sem gerar despesas

O governador esclarece que a criação da nova estrutura administrativa não vai gerar despesas para o Estado. De acordo com ele, na prática vai apenas dar personalidade jurídica para que possa definir as prioridades e executar com mais celeridade a gestão administrativa, material e de recursos humanos.

Atualmente, a Seafro conta com um quadro de 26 colaboradores, incluído dois efetivos do Grupo Gestão, aprovados no último concurso público e seis cedidos pelos governos federal, estadual e municipal.

Missão

Criada pela Lei 0811 de 20 de fevereiro 2004, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) tem como principal missão a promoção de políticas públicas para as comunidades negras e quilombolas do Amapá. Funciona como elo entre lideranças e moradores de comunidades remanescentes e o poder público, para o recorte racial em diferentes áreas, como saúde, educação, infraestrutura, dentre outras. Também desenvolve projetos e ações voltados para o combate ao racismo e ao fortalecimento da cultura afrodescendente.

Com a mudança, o Amapá passará a ser o primeiro Estado do Brasil a ter uma fundação voltada à igualdade racial.

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